DESTINOS PARA OS APRECIADORES DA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA

Tendo em vista o número crescente de turistas que investem em viagens a fim de ter contato com novas culturas e apreciar a arquitetura e a arte locais, percebe-se que não é do interesse apenas de arquitetos e designers visitar cidades e países em busca de inspiração e conhecimento pessoal e profissional. Ao conhecer um novo lugar, ter contato com um novo povo, e aproximar-se de elementos de arte inovadores, é possível obter uma rica bagagem e experiência pessoal e profissional inesquecíveis.

Muitas obras da arquitetura contemporânea tornam-se os cartões postais das cidades nas quais se inserem e atraem muitos turistas seja pela sua riqueza no uso de materiais, na complexidade de soluções estruturais e arquitetônicas ou pela beleza de seu projeto. Dentre as muitas obras de arquitetos renomados mundialmente, destacamos cinco que estão na lista das mais visitadas:


  •  Ópera de Sydney – Sydney, Austrália

Projetada inicialmente pelo arquiteto dinamarquês Jorn Utzon, a Ópera de Sydney foi concebida através de um concurso destinado à criação de um espaço para concertos sinfônicos, uma ópera e salas de espetáculos para a cidade de Sydney, na Austrália. O projeto de Jorn mostrou-se inovador devido a enorme estrutura em concreto que formaria uma “casca” sobre a construção e por esta ter sido tão bem expressada pelo arquiteto, que tornou-se simples executá-la, mesmo contando com a complexidade de sua forma.

A construção, erigida às margens da Baía de Sydney, teve seu telhado coberto com cerâmicas creme fosco e branco brilhante vindos da Suécia, no intuito de aparentar serem velas brancas. O efeito visual obtido a partir da iluminação que incide sobre as superfícies brilhantes e polidas do revestimento faz com que a edificação assuma uma coloração amarelada, contrastando com o azul escuro das águas da baía. Constiuiu-se, assim, um objeto cenográfico icônico tanto na história da arquitetura, como na configuração da cidade.

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Ópera de Sydney. Fonte
  • Burj Khalifa – Dubai, Emirados Árabes

Dentre as inúmeras construções grandiosas e deslumbrantes erigidas em Dubai, destaca-se como importante referência arquitetônica presente no território árabe o arranha-céu Burj Khalifa, que tem atualmente o título de edifício mais alto do mundo. Contando com 160 andares, o arranha-céu soma 828 metros de altura, e constitui-se com uma forma piramidal alongada que ajuda tanto na sua estabilidade estrutural, como na imponência do edifício quando admirado no skyline da cidade.

O edifício levou cinco anos para ser construído e atualmente abriga usos comerciais e residenciais. Ele foi projetado pelo arquiteto americano Adrian Smith com especial atenção à sua estrutura, que necessitou de um concreto altamente resistente e exclusivamente pensado para resistir ao peso produzido pela torre. Quando for à Dubai, reserve um tempo para visitar o edifício e se deslumbrar com a vista do Golfo Pérsico e do deserto nos decks de observação ou até mesmo no bar mais alto do mundo, que se localiza no 122° andar.

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Burj Khalifa. Fonte
  •  Museu do Amanhã – Rio de Janeiro, Brasil

Para visitar uma obra reconhecida mundialmente os brasileiros não precisam ir muito longe. O recente projeto do Museu do Amanhã idealizado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava fica localizado no Píer Mauá, região portuária do Rio de Janeiro. Calatrava teve sua inspiração nas bromélias do Jardim Botânico e adotou o conceito da leveza, sugerindo que a edificação plainasse sobre o mar como um pássaro, uma planta ou um barco.

O Museu é uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho e foi inaugurado em dezembro de 2015. O projeto segue os pressupostos da sustentabilidade que se aplica à edificação tanto através da entrada de luz natural pelas aberturas de vidro como a partir da instalação de placas fotovoltaicas que se movimentam conforme a orientação solar na cobertura. Estes preceitos aliados a uma série de outras preocupações ambientais fazem com que o edifício possua todas as especificações para obter a certificação de Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental). Apesar de sua inauguração recente, o Museu do Amanhã já se tornou um novo ponto turístico na cidade, emblemático e inovador no panorama arquitetônico carioca.

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Museu do Amanhã. Fonte
  •  One Central Park – Sydney, Austrália

Recebendo o título de melhor edifício em altura do mundo, o One Central Park localiza-se em Sydney e se diferencia dos demais edifícios concorrentes pela sua capacidade de eficiência energética e pela visibilidade dada às tecnologias empregadas. Projetado pelo arquiteto Jean Nouvel, o projeto conta com 624 instalações residenciais, comerciais e de convívio dispostas em duas torres conectadas pela base, totalizando 64.000m² de área.

As fachadas do arranha-céu apresentam planos em vidro intercalados com aberturas verdes, conferindo ao seu desenho um dinamismo vivo e transitório. Outro elemento que se destaca é o grande balanço no alto da maior torre, um helióstato composto por espelhos motorizados que recebem os raios solares e os transformam em energia, além de direciona-los para o jardim central abaixo ou para o interior dos apartamentos, afim de aquecê-los. Seja pela forma estudada em conjunto com diversos fatores ambientais, ou pelas tecnologias que o edifício emprega, o One Central Park coloca-se como ponto turístico imperdível para os amantes da boa arquitetura.

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One Central Park. Fonte
  • Heydar Aliyev Center – Baku, no Azerbaijão

Concebido pela arquiteta Zaha Hadid, conhecida por seus projetos ousados, tecnológicos e nada comuns, o complexo localizado na cidade de Baku foi designado para a realização de programas culturais, motivo pelo qual dispõe de uma biblioteca, um auditório, centro de imprensa e sala de reuniões. O edifício possui uma fachada envidraçada que permite a entrada da luz natural para o seu interior, além da integração com a praça externa localizada em seu entorno. Além disso, a forma arquitetônica ainda interage com o espaço público através das paredes que percorrem as diversas faces do edifício, formando tapetes que saem do chão e permeiam a edificação até o teto.

A estrutura do edifício necessitou de vários estudos para contemplar a geometria curva de sua pele externa, que combina um sistema de treliças com uma estrutura de concreto. O desenho também permite que os ambientes internos tenham grandes vãos livres através das colunas curvas, proporcionando uma experiência impressionante ao visitante.

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Heydar Aliyev Center. Fonte

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